Câncer de pênis: Paraná registra mais de 1400 casos e 475 amputações em uma Década

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O estado do Paraná contabilizou 1.404 diagnósticos de câncer de pênis entre os anos de 2015 e 2024, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). No mesmo intervalo, a enfermidade provocou 231 óbitos e resultou em 475 procedimentos de amputação no território paranaense. Em um cenário mais amplo, o Brasil detém a maior incidência global da doença, apresentando uma taxa de 6,8 casos para cada 100 mil habitantes. Nacionalmente, o sistema de saúde registrou mais de 22,2 mil internações e uma média anual superior a 580 amputações na última década.

Especialistas apontam que a falta de higiene e condições clínicas não tratadas são os principais gatilhos para a patologia. Segundo o urologista Lucas Vicente, do Hospital Angelina Caron, inflamações recorrentes na genitália estão diretamente ligadas ao surgimento do tumor. O médico esclarece que “condições que provocam inflamações repetidas geralmente estão relacionadas à má higiene, à presença de fimose — quando o paciente não consegue expor adequadamente a região para higienização — e à infecção por agentes como o HPV”. Fatores como o tabagismo e a multiplicidade de parceiros sexuais também elevam consideravelmente o risco de desenvolvimento da enfermidade.

Embora a maior prevalência ocorra em homens com idade superior a 50 anos, o câncer de pênis também afeta indivíduos mais jovens, especialmente aqueles com baixo acesso à educação sanitária. A prevenção baseia-se em hábitos fundamentais de cuidado pessoal, conforme orientado por especialistas:

  • Manutenção rigorosa da higiene íntima diária;
  • Tratamento cirúrgico da fimose;
  • Vacinação contra o HPV e uso de preservativos;
  • Abandono do tabagismo para redução de riscos sistêmicos.

O prognóstico e o tipo de intervenção dependem diretamente do estágio em que o tumor é detectado pelo paciente. Nos quadros iniciais, procedimentos localizados podem preservar a integridade do órgão, mas o avanço da doença exige medidas mais drásticas. O Dr. Lucas Vicente ressalta que “nos estágios iniciais, pequenas cirurgias e tratamentos locais podem ser suficientes. Já em casos mais avançados, pode ser necessária a retirada de uma parte maior do tecido, procedimento que chamamos de amputação”. Diante de qualquer alteração ou sintoma suspeito, a recomendação é buscar avaliação médica imediata para diagnóstico precoce.

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