Pesquisadores em Shenzhen, na China, desenvolveram uma inovadora ‘fita cassete’ que utiliza DNA para armazenar dados digitais. Essa tecnologia é capaz de armazenar 36 petabytes de informações, o equivalente a mais de três bilhões de músicas. Os arquivos digitais são convertidos em sequências de A, T, C e G, as quatro letras do DNA, que substituem os zeros e uns utilizados pelos computadores. O projeto, liderado por Xingyu Jiang, do Southern University of Science and Technology, busca integrar o dispositivo com as máquinas de DNA já existentes em laboratórios.
O sistema armazena dados em uma fita plástica flexível, onde blocos de espaço branco absorvem solução de DNA, enquanto listras pretas evitam a dispersão lateral do líquido. Cada bloco contém uma partição separada de DNA, criando seções de armazenamento individuais ao longo da fita. Um scanner óptico identifica as partições à medida que os motores movimentam a fita, possibilitando a localização de até 1.570 posições de arquivo por segundo.
Armazenar dados globalmente está se tornando um desafio crescente, com a previsão de atingir 175 trilhões de gigabytes até o final da década. A utilização de DNA para armazenamento pode reduzir significativamente o consumo de energia dos centros de dados. Um único grama de DNA pode armazenar cerca de 455 exabytes, destacando o potencial dessa tecnologia para o futuro do armazenamento digital. Estudos mostram que o DNA pode durar séculos, com uma meia-vida estimada de 521 anos. Além disso, o sistema permite reescrever dados, utilizando um modelo de fita que pode ser apagado e reutilizado.
