O Brasil participa, nesta segunda-feira (5), de uma reunião extraordinária no Conselho de Segurança da ONU para debater os recentes desdobramentos da crise na Venezuela. O encontro, solicitado pela Colômbia, ocorre após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Representando a diplomacia brasileira, o embaixador Sérgio Danese deve reforçar o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a ação norte-americana como uma “afronta gravíssima” e afirmou que o país ultrapassou uma “linha inaceitável”.
A intervenção, executada pela unidade de elite Força Delta, teve início na madrugada de sábado com ataques coordenados em Caracas e regiões adjacentes. Após serem detidos, Maduro e Flores foram transportados pelo navio militar USS Iwo Jima e encaminhados ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn. O ex-líder venezuelano tem sua primeira audiência em um tribunal de Nova York agendada para as 14h (horário de Brasília) desta segunda-feira, onde enfrentará acusações formais apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
As autoridades norte-americanas sustentam que o governo deposto transformou as instituições do país em um “esquema de corrupção alimentado pelo narcotráfico”. Diante do cenário de vacância de poder, Donald Trump declarou que os Estados Unidos assumirão a governança da Venezuela de forma imediata. Esta reunião marca a terceira vez que o órgão das Nações Unidas se mobiliza para tratar da situação política venezuelana desde o ano passado.
