O governo de Cuba confirmou oficialmente a morte de 32 de seus cidadãos durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano no último sábado, dia 3 de janeiro. A ofensiva culminou na detenção de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram transferidos para Nova York para responder por acusações de narcoterrorismo. De acordo com informações publicadas pelo Cubadebate, as vítimas cubanas integravam as Forças Armadas Revolucionárias e o Ministério do Interior, e estavam no país em missões de cooperação técnica e segurança. Diante da gravidade dos fatos, o presidente Miguel Díaz-Canel decretou dois dias de luto nacional em memória dos compatriotas mortos nos confrontos.
O balanço total de vítimas fatais decorrentes dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela ainda apresenta divergências entre fontes oficiais e a imprensa internacional. Enquanto o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, denunciou que a equipe de segurança presidencial foi “assassinada a sangue frio” durante a captura, o jornal The New York Times reportou que o número de mortos pode chegar a 80 pessoas. O governo cubano ressaltou a postura de seus oficiais no conflito, afirmando que eles “cumpriram de forma digna e heroica o seu dever e tombaram, após firme resistência” contra os bombardeios e investidas terrestres realizados contra instalações governamentais e militares em Caracas e em outros três estados.
Após a transferência de Maduro para solo americano, o cenário político venezuelano sofreu mudanças imediatas com o respaldo da cúpula militar. O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) designou a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente encarregada, decisão que foi prontamente apoiada pelas Forças Armadas para garantir a continuidade administrativa. Em pronunciamento oficial, Padrino López repudiou a ação estrangeira, classificando-a como um “covarde sequestro do cidadão Nicolás Maduro Moros” e reiterando a soberania nacional. Delcy Rodríguez já iniciou os trabalhos à frente do conselho de ministros e deve formalizar sua posse perante a Assembleia Nacional nesta segunda-feira, enquanto o país aguarda os desdobramentos jurídicos em Nova York.
