Uma investigação preliminar indicou que o ataque à escola em Minab, no Irã, que resultou na morte de pelo menos 175 pessoas, foi causado por um erro operacional dos Estados Unidos. Segundo informações publicadas pelo New York Times, o bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh durante uma ação militar que visava uma base iraniana localizada nas proximidades. O incidente teria sido provocado por um míssil Tomahawk desviado de seu objetivo original.
O erro técnico ocorreu porque o Comando Central dos EUA (Centcom) utilizou coordenadas geográficas baseadas em informações defasadas. Esses dados, fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa, indicavam que o prédio da escola ainda fazia parte do complexo militar adjacente. A falha na atualização dos mapas de alvos resultou no direcionamento do armamento para a instituição de ensino, em vez das instalações militares ativas.
Dentro das esferas governamentais, o episódio gerou questionamentos sobre os processos de segurança e validação de alvos. De acordo com autoridades consultadas, “há importantes perguntas sem resposta sobre por que a informação desatualizada não havia sido verificada duas vezes”. A falta de uma dupla checagem dos dados de inteligência é um dos pontos centrais da investigação que tenta determinar as responsabilidades individuais e sistêmicas pelo ocorrido.
Veículos de imprensa internacionais, como o The Guardian, já haviam reportado evidências que vinculavam as forças americanas ao bombardeio. O acúmulo de provas técnicas e depoimentos de oficiais sugere uma falha crítica na cadeia de comando e no processamento de informações de campo. Apesar das descobertas preliminares, a administração atual tem evitado uma declaração oficial definitiva até que todos os relatórios técnicos sejam concluídos.
No cenário político, Donald Trump manifestou que o Irã deveria assumir a responsabilidade pelo ocorrido, embora tenha admitido que ainda não possui informações suficientes sobre os detalhes do evento. Enquanto isso, o Departamento de Defesa mantém cautela na atribuição formal de culpa.
