Investigação do assassinato da corretora Daiane Alves Souza revela processo judicial contra filho de síndico

assassinato da corretora Daiane Alves Souza

A Polícia Civil de Goiás prendeu Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, de 27 anos, suspeitos do assassinato da corretora Daiane Alves Souza em Caldas Novas. O crime teve um desdobramento decisivo após o síndico do condomínio confessar a autoria e indicar a localização do corpo em uma área de mata. Os restos mortais foram encontrados em avançado estado de decomposição, encerrando semanas de buscas pela profissional que estava desaparecida desde meados de dezembro.

Conflitos judiciais e motivação

Investigações apontam que a motivação pode estar relacionada a conflitos anteriores entre a vítima e os acusados. Meses antes de sua morte, Daiane havia ingressado com uma ação por danos morais contra Maicon Douglas, solicitando uma indenização de R$ 30.360. No processo, que tramita no 2º Juizado Especial Cível de Caldas Novas, a corretora alegava ser alvo de ofensas em redes sociais que atingiam sua honra, apresentando vídeos e capturas de tela de mensagens de WhatsApp como provas das agressões virtuais.

O crime ocorreu no dia 17 de dezembro de 2025, após Daiane descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em sua residência. Segundo o depoimento de Cléber, houve uma discussão acalorada no local, que culminou no homicídio. O síndico afirmou ter agido sozinho, relatando que colocou o corpo da corretora na carroceria de sua picape para retirá-lo do condomínio. Naquela data, a vítima não levou pertences pessoais e deixou a porta de seu apartamento destrancada, indicando que pretendia retornar rapidamente.

A versão inicial apresentada pelo síndico, de que não teria saído do prédio na noite do desaparecimento, foi desmentida por análises técnicas. Imagens de câmeras de segurança mostraram o veículo de Cléber deixando o local por volta das 20h daquela noite. Além disso, a polícia destacou que um vídeo que a corretora costumava gravar durante seus deslocamentos no subsolo nunca chegou a ser enviado para sua amiga. Apesar da confissão do pai, que declarou que o filho “não fez nada”, Maicon permanece preso sob suspeita de participação no crime.

Em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (29/1), a Justiça de Goiás decidiu manter a prisão preventiva de ambos os investigados. O Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que o procedimento confirmou a legalidade dos mandados de prisão e busca e apreensão. Conforme nota do órgão, “nenhum dos investigados relatou qualquer tipo de abuso, ilegalidade ou coação por parte dos agentes públicos” durante a operação. O caso segue sob investigação para esclarecer o grau exato de envolvimento de Maicon no homicídio e na ocultação de cadáver.

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