Lucas Pavanato usa redes sociais para incitar ‘Fora, Moraes’ pelas prisões do 8 de janeiro

Lucas pavanato

O vereador Lucas Pavanato (PL-SP) participou da caminhada idealizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em direção a Brasília, com encerramento realizado neste domingo (25). O objetivo da mobilização foi protestar contra as condenações relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O grupo percorreu um trajeto a pé até a capital federal, reunindo apoiadores e figuras políticas que questionam as penas impostas aos manifestantes envolvidos nas invasões às sedes dos Três Poderes.

Durante o percurso, Pavanato utilizou as redes sociais para enviar uma mensagem direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator das ações penais sobre o caso. O parlamentar criticou a decisão que proibiu o acesso de manifestantes às imediações do Complexo Penitenciário da Papuda. Em vídeo, o vereador declarou: “Aê, Alexandre de Moraes, você decretou a prisão de quem for à Papuda para tentar impedir a gente de ir para Brasília. Pode deixar, pode ficar tranquilo. Nós somos ordeiros, nós vamos para a Praça do Cruzeiro. E deixamos claro a você, Alexandre de Moraes, nós não temos medo de você. Nós não temos medo do autoritarismo. Isso é a resposta do Brasil para você. Fora Moraes!”.

A etapa final do ato teve início por volta das 9h40 de domingo, partindo da região do Park Way com destino à Praça do Cruzeiro. O movimento contou com o apoio de lideranças políticas, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que publicou um vídeo em suporte à iniciativa de Nikolas Ferreira. A caminhada simboliza a resistência de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro contra as medidas judiciais que resultaram na custódia de diversos manifestantes e lideranças do partido.

No contexto jurídico, o STF já havia responsabilizado um total de 1.399 pessoas pelos ataques às sedes dos Três Poderes até o início de 2026, conforme balanço da Corte. O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi condenado pelo tribunal, sob a acusação de liderar uma organização criminosa que visava mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022. O protesto em Brasília reafirma a polarização política em torno do julgamento desses eventos e das ordens expedidas pela suprema corte brasileira.

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