Dor intensa no ombro e dificuldades para levantar o braço, pentear o cabelo ou vestir uma blusa têm sido queixas frequentes entre mulheres a partir dos 40 anos, muitas vezes surgindo durante a menopausa e suscitando a pergunta sobre a relação com o ombro congelado.
Segundo o ortopedista Kaleu Costa Nery, a menopausa não é causa direta do ombro congelado, mas mudanças hormonais desse período podem favorecer o problema. Ele explica: “Nessa fase, o corpo passa por alterações que aumentam o risco de inflamação e rigidez na articulação do ombro, dando a sensação de que ele está travado”.
O quadro é tecnicamente conhecido como capsulite adesiva e manifesta‑se por dor persistente e limitação de movimento. “Dor no ombro que não passa e braço que não sobe não são normais”, alerta o especialista. Algumas condições associadas, como diabetes, alterações na tireoide, estresse elevado e noites mal dormidas, também podem agravar o quadro e prolongar os sintomas.
O impacto alcança rotina profissional, tarefas domésticas e sono. O diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação e, na maioria dos casos, o tratamento envolve fisioterapia bem orientada acompanhada de seguimento médico.
Persistência da dor ou da limitação de movimento não deve ser ignorada: identificar o problema cedo e iniciar o tratamento adequado pode evitar meses de sofrimento e permitir maior autonomia. Para informações complementares sobre o ombro congelado, consulte material de referência em Mayo Clinic — Frozen shoulder.
