Presidente do México garante segurança na Copa do Mundo após morte de líder de Cartel

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A morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho” e líder do Cartel Jalisco Nova Geração, desencadeou uma série de confrontos armados e bloqueios em diversas regiões do país no último domingo. O chefe do narcotráfico faleceu após um tiroteio com militares durante uma operação de captura, resultando em uma retaliação que atingiu quase 100 estradas e bases da guarda nacional nos estados de Jalisco e Michoacán. Dados oficiais indicam que o conflito resultou na morte de pelo menos 25 soldados e 34 integrantes do cartel, gerando preocupações internacionais sobre a estabilidade regional.

Garantias para o Mundial de 2026

Apesar do cenário de violência recente, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a segurança na Copa do Mundo no México está plenamente assegurada para os visitantes. Guadalajara, uma das sedes do torneio que receberá quatro partidas, e o centro turístico de Puerto Vallarta estão retomando suas atividades habituais após as paralisações. Em comunicado oficial, um porta-voz da Fifa declarou que a entidade está “monitorando de perto a situação em Jalisco e permanece em constante comunicação com as autoridades” para garantir a integridade do evento esportivo.

Durante coletiva de imprensa, Sheinbaum reforçou que existem “todas as garantias” para a realização da competição, que será co-organizada com Estados Unidos e Canadá. A mandatária buscou distanciar sua estratégia de segurança das políticas de gestões anteriores, enfatizando que a morte de Oseguera Cervantes foi consequência de uma reação militar a um ataque durante o cumprimento de um mandado, e não parte de uma ofensiva generalizada. “Estamos buscando a paz, não a guerra”, pontuou a presidente, destacando que a situação nas áreas afetadas está retornando à normalidade gradualmente.

O governo mexicano também enfrenta tensões diplomáticas após críticas externas sobre a autonomia do Estado frente ao crime organizado. Sheinbaum rejeitou a possibilidade de retomar o modelo de combate frontal utilizado nas últimas duas décadas, argumentando que a guerra contra o narco está fora da lei por permitir execuções sem julgamento prévio. A administração atual mantém o posicionamento de que o país não retornará a um estado de conflito aberto, priorizando a estabilização institucional para assegurar o fluxo de turistas e a realização de grandes eventos internacionais, como os jogos previstos para o estádio Azteca e Monterrey.

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