Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de Mounjaro e Botox

apreensão de medicamentos falsificados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou suas ações de fiscalização para garantir a segurança dos consumidores, resultando na recente apreensão de medicamentos falsificados de alta procura. A medida, publicada oficialmente, proíbe o armazenamento, a venda, a importação e a distribuição de lotes específicos do medicamento Mounjaro e da toxina botulínica (Botox). A decisão visa proteger a saúde pública, retirando de circulação produtos que não possuem garantia de procedência ou eficácia comprovada.

Irregularidades em lotes específicos

As investigações detalharam que unidades do lote D838838 do Mounjaro apresentavam divergências visíveis em relação ao produto original. Segundo informações da fabricante Eli Lilly, o rótulo do medicamento possuía “impressão de baixa qualidade e outras inconsistências”, o que confirmou a suspeita de fraude. Paralelamente, a empresa AbbVie, responsável pelo Botox, declarou desconhecer o lote C7936C3, ressaltando que as informações de fabricação e validade presentes na embalagem não correspondem aos registros legítimos da marca.

Além das falsificações diretas, a Anvisa aplicou sanções contra outras irregularidades no mercado farmacêutico. A propaganda de produtos à base de cannabis da empresa Prati Donaduzzi foi suspensa devido à divulgação inadequada em redes sociais e no site oficial, o que viola as normas sanitárias brasileiras. Outra proibição relevante envolveu os implantes manipulados com o hormônio nestorone, que tiveram sua comercialização vetada por não terem passado pelas avaliações rigorosas de segurança e eficácia exigidas para farmácias de manipulação.

O monitoramento sanitário também identificou riscos severos em outros fármacos, como a presença de uma partícula de vidro em um lote do medicamento furosemida injetável, motivando seu recolhimento imediato. Adicionalmente, o lote L61373 de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, foi apreendido por ter sido importado sem as devidas autorizações e por possuir origem desconhecida. Essas ações reforçam a necessidade de vigilância constante sobre a cadeia de suprimentos para evitar danos graves aos pacientes.

Por fim, a agência determinou a suspensão total e o recolhimento de todos os medicamentos produzidos pela Bios Farmacêutica com validade até janeiro de 2026. A decisão ocorreu após a identificação de falhas críticas nas instalações, nos sistemas de ar e na rastreabilidade dos produtos. A orientação da Anvisa é que os consumidores interrompam imediatamente o uso de qualquer item citado nestas medidas e procurem orientação médica ou farmacêutica em caso de dúvidas sobre a autenticidade de seus medicamentos.

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