Menos de 24 horas após o anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, ataques aéreos foram registrados no sul do Líbano, resultando na morte de cerca de duas dúzias de pessoas. Autoridades locais confirmaram que 16 indivíduos faleceram no distrito de Nabatieh e outros sete na região de Saida, após uma ofensiva que envolveu aviões de guerra, drones e artilharia. Este cenário de instabilidade ocorre enquanto tensões seguem no Líbano, com o exército israelense justificando a ação como uma resposta ao disparo de mais de 50 projéteis pelo grupo armado.
A situação diplomática permanece complexa, uma vez que o Hezbollah afirmou, por meio de um oficial, não reconhecer o acordo mediado pelos Estados Unidos. Hassan Fadlallah, alto funcionário do grupo, declarou: “O que nos preocupa é que o inimigo respeite total e integralmente o cessar-fogo, e não tente atacar nosso país e vilarejos ou busque ocupar qualquer nova posição”. Enquanto o enviado americano Steve Witkoff segue para conversas na Suíça visando consolidar a paz, o terreno no sul libanês continua marcado por destruição, com hospitais como o Najdi enfrentando superlotação e dificuldades para realizar resgates em meio à crise humanitária.
O impacto do conflito é profundo, com cerca de um milhão de pessoas deslocadas e dezenas de comunidades severamente afetadas pelas operações militares que ocupam aproximadamente 5% do território libanês. Embora o acordo busque encerrar as hostilidades em diversas frentes, o cenário transfronteiriço permanece volátil, com ambos os lados trocando acusações de violação dos termos estabelecidos. Ali, um socorrista da Cruz Vermelha que atua em Nabatieh, descreveu a situação com pesar ao relatar que, após décadas de trabalho, a recorrência dos ataques tornou a perda de vidas uma constante trágica na rotina da região.
