Brasil critica captura de Nicolás Maduro em reunião do Conselho de Segurança da ONU

captura de Nicolás Maduro

O Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião extraordinária nesta segunda-feira (5) para debater a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3). O encontro em Nova York foi solicitado pela Colômbia, liderada por Gustavo Petro, em um contexto de crescentes atritos com a administração de Donald Trump. O Brasil marcou presença na sessão na condição de participante sem direito a voto, acompanhando as discussões sobre a intervenção em território venezuelano.

Representando o governo brasileiro, o embaixador Sérgio Danese manifestou uma posição crítica em relação às ações norte-americanas, classificando-as como uma violação de limites diplomáticos. Segundo o diplomata, “Os bombardeios no território venezuelano e a captura do presidente (Nicolás Maduro) cruzam uma linha inaceitável”, pontuando que a manobra fere a soberania nacional e gera instabilidade jurídica internacional. Danese reforçou que tais atos “abrem um precedente muito perigoso para toda a comunidade internacional”, exigindo cautela nas respostas globais ao incidente.

A movimentação no Conselho de Segurança sucede uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na qual a diplomacia venezuelana buscou apoio regional. Durante o evento da Celac, o chanceler Yván Gil descreveu a ofensiva dos Estados Unidos como “criminosa” e solicitou que os países-membros formalizassem um pedido pela libertação imediata do chavista. O cenário atual intensifica a polarização política na América Latina e coloca as Nações Unidas no centro de uma disputa sobre soberania e intervenção externa.

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