Dados recentes da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o setor comercial do Brasil ocupou 10,6 milhões de pessoas em 2024. O levantamento detalha a estrutura empresarial do segmento, que movimentou R$ 369,2 bilhões em salários e outras remunerações ao longo do ano, alcançando uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões.
A composição dessa receita divide-se entre o comércio por atacado, que liderou com R$ 3,8 trilhões, o comércio varejista, com R$ 3,2 trilhões, e o setor de veículos automotores e motocicletas, responsável por R$ 761,3 bilhões. A Região Sudeste destacou-se no relatório como a mais relevante em termos de receita bruta, número de unidades locais e volume de pessoal ocupado.
No que diz respeito à remuneração, a média nacional paga pelas empresas comerciais foi de 1,9 salário mínimo. O comércio por atacado apresentou a média mais alta, com 2,8 salários mínimos, seguido pelo setor de veículos e peças, com 2,1, e pelo varejo, com 1,6. As regiões Sudeste e Sul mantiveram indicadores de remuneração acima da média nacional, atingindo 2,1 e 2 salários mínimos, respectivamente.
O varejo absorveu a maior parcela da força de trabalho, contabilizando 7,6 milhões de profissionais. Dentro deste segmento, as atividades de hipermercados e supermercados concentraram 1,6 milhão de trabalhadores, enquanto o comércio de produtos farmacêuticos e o setor de material de construção somaram, juntos, mais de 1,7 milhão de postos de trabalho. A média de ocupação por empresa em todo o setor comercial foi de sete pessoas.
A digitalização também marcou o desempenho do varejo, com 9,9% da receita total proveniente de vendas online. O comportamento é ainda mais expressivo em lojas de departamento, onde o e-commerce respondeu por 49,6% do faturamento. O IBGE destacou que a análise do porte médio das empresas, que permaneceu em sete funcionários por unidade, auxilia na compreensão da dinâmica de contratação no mercado de trabalho nacional.