A Tailândia iniciou ataques aéreos ao longo da fronteira com o Camboja após confrontos que resultaram na morte de um soldado tailandês e ferimentos em quatro outros. Segundo o porta-voz militar tailandês, Major-General Winthai Suvari, as ações foram uma resposta a supostos ataques cambojanos na província de Ubon Ratchathani. O Camboja, no entanto, contesta essa narrativa, afirmando que a Tailândia lançou o primeiro ataque, alegando provocações anteriores. A tensão reacendeu após um cessar-fogo mediado por líderes internacionais em julho, que havia terminado com cinco dias de conflitos mortais. O Primeiro-Ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, pediu moderação e comunicação aberta entre as nações para evitar uma escalada maior.
As relações entre Tailândia e Camboja têm enfrentado desafios constantes, com acusações mútuas e incidentes como a explosão de uma mina terrestre, que a Tailândia alega ser de responsabilidade cambojana, mas que Phnom Penh nega. O ex-primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, pediu paciência às suas forças e reiterou o compromisso com a paz, enquanto acusa a Tailândia de tentar desestabilizar o cessar-fogo. Em meio a essa turbulência, cerca de 35.000 pessoas foram deslocadas, acentuando a crise humanitária na região.
