O Hospital Mártires de Al-Aqsa, localizado em Deir el-Balah, na região central da Faixa de Gaza, foi bombardeado por forças israelenses neste sábado (1º/8), segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Em comunicado, Israel afirmou que a operação tinha como alvo depósitos de armas do Hamas situados ao lado da unidade hospitalar.
De acordo com o Ministério da Saúde do enclave, dois dos quatro depósitos de medicamentos do hospital foram totalmente destruídos. Os outros dois sofreram danos graves e extensos. Até o momento, não havia informações sobre vítimas relacionadas ao ataque.
Em nota, a pasta pediu uma reação da comunidade internacional, das agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e de organizações humanitárias e de direitos humanos. O ministério classificou o bombardeio como um “crime hediondo” e solicitou proteção imediata para as instituições e os profissionais de saúde.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) negaram que o hospital tenha sido o alvo da ação. Segundo o órgão, uma instalação de armazenamento localizada ao lado do Hospital Mártires de Al-Aqsa era usada pelo Hamas como esconderijo e depósito de armas. “Este é mais um exemplo do uso sistemático, por parte do Hamas, de infraestruturas civis — incluindo instalações médicas — para planejar e executar atividades terroristas, infiltrando-se nesses locais”, informou a FDI.
Israel também declarou que os ataques realizados nas primeiras horas de sábado destruíram cinco instalações usadas para armazenar armamentos do Hamas. As FDI afirmaram ter adotado medidas para reduzir os riscos à população civil, como avisos prévios, uso de munições de precisão e vigilância aérea.
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