Hugo Motta prevê aprovação rápida da PEC que reduz jornada de trabalho e extingue escala 6×1

PEC do fim da escala 6x1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sinalizou um cenário político positivo para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho e extinguir a escala 6×1. Durante uma audiência pública na Paraíba, o parlamentar destacou que o projeto conta com o apoio de diversos partidos, transcendendo a polarização entre governo e oposição. Motta comparou o atual momento ao debate da reforma do Imposto de Renda, sugerindo que a pauta se tornou um consenso institucional. Ele chegou a declarar que a proposta pode alcançar “quem sabe até uma unanimidade dentro da Câmara”.

Cronograma e debates regionais

O cronograma de trabalho estabelecido pela Casa prevê um mês de maio movimentado, com a realização de audiências regionais em estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. A intenção é que, após essa fase de debates com trabalhadores e o setor produtivo, o texto siga para votação em plenário ainda em maio. O objetivo final, segundo Motta, é acelerar a análise no Senado Federal para que o processo seja concluído antes do início do recesso legislativo, previsto para julho. O presidente da Câmara enfatizou que “o mês de maio será intenso de audiências para que todos os setores possam falar”, visando um debate equilibrado.

A medida também recebe respaldo do governo federal, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva posicionando a redução da carga horária como uma prioridade social. De acordo com relatos de Motta, o chefe do Executivo mantém essa defesa desde sua trajetória no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Embora existam questionamentos sobre o impacto econômico, o presidente da Câmara refutou motivações puramente eleitorais, classificando o tema como uma demanda histórica da sociedade. Ele ressaltou que a decisão política de avançar com a matéria já foi consolidada pela liderança da Casa.

Diante das preocupações manifestadas por setores empresariais sobre possíveis desequilíbrios na economia, Hugo Motta afirmou que mudanças na legislação trabalhista costumam enfrentar resistências iniciais. O deputado argumentou que “sempre há uma falsa narrativa de que as mudanças não são suportáveis”, mas assegurou que o texto final buscará um ponto de equilíbrio para não prejudicar segmentos específicos. As discussões estaduais, coordenadas pelo deputado Alencar Santana, devem servir para ajustar os detalhes técnicos da PEC do fim da escala 6×1 antes da deliberação definitiva pelos parlamentares em Brasília.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *