- Kleber Rosa critica a terceirização da gestão de hospitais públicos na Bahia, apontando a influência de interesses privados.
- O candidato argumenta que o modelo atual prejudica os direitos trabalhistas e a estabilidade dos profissionais de saúde.
- Para Rosa, o problema da saúde baiana não é a falta de hospitais, mas a priorização do lucro em detrimento da eficiência pública.
O candidato a deputado federal Kleber Rosa (PSOL) trouxe à tona um debate central sobre a estrutura da saúde pública na Bahia. Durante entrevista concedida ao Se Liga Bocão, o postulante reconheceu o avanço na expansão da rede hospitalar no estado, atribuindo o crescimento das unidades ao mérito das gestões petistas. No entanto, o foco de sua crítica recai sobre o modelo administrativo adotado para esses equipamentos, que, segundo ele, prioriza a terceirização em detrimento da eficiência pública.
Para Rosa, a existência de recursos do SUS não garante, por si só, um atendimento de qualidade à população. O candidato argumenta que a transferência da administração de hospitais públicos para o setor privado abre margem para a influência de interesses corporativos. “O mesmo governo que construiu muitos hospitais escolheu entregar a gestão do hospital para setores privados. E quando entrega a gestão de um aparelho público desse para setores privados, entram os interesses privados”, destacou durante a entrevista.
A preocupação do psolista se estende às condições laborais dos profissionais da área. Ele aponta que a pejotização e a terceirização resultam na redução de direitos trabalhistas, desvalorização salarial e atrasos recorrentes. Esse cenário, somado à alta rotatividade de pessoal, comprometeria o vínculo necessário entre médico e paciente, dificultando o acompanhamento do histórico clínico, especialmente em cidades do interior do estado. Como o SUS desempenha um papel vital no acesso da população a exames e procedimentos, a gestão desses recursos torna-se um ponto sensível para o sistema de saúde.
Por fim, Kleber Rosa reforçou que o desafio enfrentado pelos baianos não reside na carência física de hospitais, mas na finalidade do serviço prestado. Ao associar a gestão privada à busca por lucro, o candidato concluiu que a prioridade de empresas administradoras pode divergir do objetivo de oferecer um atendimento público eficaz. “O problema da saúde é um problema de gestão e isso tem a ver com o setor privado pressionando para fazer do serviço público um bom negócio”, afirmou.
Crédito da ilustrativa: – Bahia Economica
LEIA MAIS:
- Polícia Civil investiga venda irregular de medicamentos controlados em farmácia na Bahia
- SUS passa a oferecer teste imunoquímico fecal no rastreamento do câncer colorretal
Perguntas frequentes
Qual é a principal crítica de Kleber Rosa ao sistema de saúde da Bahia?
Ele critica a terceirização da gestão hospitalar, argumentando que a entrega de unidades públicas ao setor privado prioriza o lucro em vez da qualidade do atendimento.
Como a terceirização afeta os profissionais de saúde, segundo o candidato?
O candidato afirma que a prática gera pejotização, redução de direitos trabalhistas, desvalorização salarial e alta rotatividade de pessoal.
O que Kleber Rosa propõe como solução para o problema da saúde?
O texto não detalha uma proposta específica de solução, mas enfatiza que o desafio central é a mudança no modelo de gestão para garantir um serviço público eficaz.
