O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no processo da trama golpista, realize exames médicos no hospital DF Star, em Brasília, após queda em sua cela na terça-feira (6). Moraes liberou a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma, e a decisão indica transporte realizado pela Polícia Federal com desembarque nas garagens do hospital.
A Polícia Federal informou que o médico da corporação constatou “que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação” e que eventual encaminhamento depende de autorização do STF. Nos autos, a defesa afirmou que o ex-presidente “sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde” e requereu a imediata remoção ao hospital para exames com acompanhamento de equipe médica e escolta policial; a decisão determina ainda que a PF combine com o diretor do DF Star os termos para a realização dos exames.
Relatório médico da PF juntado ao processo aponta atendimento por volta das 9h, com relato de “leve traumatismo craniano e contusão em braços e pés”; que ele “relata que ontem [segunda] teve quadro de tontura durante o dia e soluços intensos à noite” e que, ao exame, estava “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”, além de lesões superficiais na face e no hálux esquerdo. Bolsonaro voltou à Superintendência da PF em 1º de janeiro, após oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e crises de soluço, e Moraes já havia negado pedido de prisão domiciliar ao afirmar que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos”.
