Moraes nega remoção imediata de Bolsonaro ao Hospital DF Star após queda
Na tarde desta terça-feira (6/1), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de remoção imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Hospital DF Star, em Brasília. A negativa ocorreu depois que Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça em sua cela na Superintendência da Polícia Federal; a corporação informou que o médico da PF constatou apenas ferimentos leves e que “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”. Na decisão, Moraes afirmou: “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.
A defesa ingressou no STF destacando preocupação com possível trauma craniano e solicitou nova avaliação médica, alegando que “O paciente sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que visitou o marido, relatou que “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, e o médico particular Cláudio Birolini verificou que o ex-presidente apresentava um “traumatismo leve”, indicando a necessidade de exames complementares.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele já estava preso na PF por descumprir cautelares quando a condenação transitou em julgado e passou a cumprir a pena definitiva em 25 de novembro do ano passado. No fim do ano, o ex-presidente chegou a ser internado no DF Star para procedimentos cirúrgicos para tratar hérnias e soluços, retornando depois à prisão em regime fechado.
