A recente estratégia de segurança dos Estados Unidos, apresentada pelo governo Trump, coloca a Europa sob um prisma crítico ao descrever uma ameaça de ‘extinção civilizacional’ e reforça o compromisso de influência na América Latina através da revitalização da Doutrina Monroe. Segundo a Casa Branca, a política externa visa reafirmar o domínio americano no Hemisfério Ocidental, criticando duramente as políticas de imigração e liberdade de expressão dos aliados europeus. Esta nova abordagem, alinhada à filosofia ‘América em primeiro lugar’, representa uma ruptura significativa com as políticas do governo anterior de Joe Biden e busca também melhorar as relações com a Rússia.
O documento gerou desconforto entre os parceiros europeus dos EUA, que enfrentam críticas por uma suposta crise de identidade e desafios econômicos internos. Ao mesmo tempo, a estratégia americana intensifica ações na América Latina, focando em embarcações consideradas criminosas, e adverte contra intervenções no Oriente Médio. A administração Trump vê o término do conflito entre Rússia e Ucrânia como crucial para a estabilidade estratégica, apesar das divergências com a Europa sobre o tema.
