As autoridades da Alemanha iniciaram uma operação nacional para localizar os envolvidos em um ataque durante a parada do Orgulho LGBTI em Berlim, ocorrido na noite do último sábado (25.jul.2026). Uma van invadiu o parque Tiergarten, resultando na morte de uma mulher e deixando pelo menos 16 pessoas feridas. O principal suspeito foi identificado como Abdul Ballout, de 21 anos, que é considerado perigoso pelas forças de segurança.
A investigação aponta que Ballout, conhecido pelas autoridades por integrar círculos islâmicos na capital, teria atropelado diversas pessoas antes de colidir o veículo contra uma árvore. O porta-voz da polícia, Florian Nath, afirmou: “Ele é conhecido por nós como integrante de círculos islâmicos aqui em Berlim, e nossa busca por essa pessoa segue em ritmo máximo”. Até o momento, as autoridades não confirmaram a motivação específica do ato, enquanto apuram relatos de que algumas vítimas teriam sofrido ferimentos por arma branca.
O incidente forçou a interrupção da Christopher Street Day, uma das maiores celebrações do gênero na Europa, que reunia centenas de milhares de pessoas próximas ao Portão de Brandemburgo. O Corpo de Bombeiros informou que, entre os feridos, três permanecem em estado grave com risco de morte, enquanto outros oito apresentam ferimentos graves e cinco sofreram lesões leves. Equipes de perícia seguem analisando o imóvel onde o suspeito residia e a van utilizada na ação.
Em resposta ao episódio, o chanceler alemão Friedrich Merz classificou o ocorrido como um “ato abominável” e um ataque direto à sociedade e aos valores de tolerância do país. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se manifestou, declarando que o bloco condena todas as formas de extremismo e violência, reiterando solidariedade à comunidade afetada. As fronteiras da Alemanha, incluindo passagens para a Polônia e Dinamarca, tiveram a fiscalização reforçada para impedir a fuga dos envolvidos.
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