A recente regulamentação do banking as a service pelo Banco Central do Brasil tem sido apontada como um dos principais motores para a expansão da infraestrutura financeira no país. Segundo Marcelo Schucman, COO da BMP, as normas estabelecidas trazem maior segurança jurídica para o setor, permitindo que empresas ofereçam produtos financeiros de forma mais estruturada ao mercado, atuando como intermediárias no acesso ao Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Durante a Expert XP, Schucman destacou que a Resolução nº 16 do Banco Central, publicada em novembro de 2025, é o marco formal que rege a atividade, com vigência prevista para 2027. O executivo ressaltou que a agenda de inovação do regulador, que incluiu a criação de instituições de pagamento e das Sociedades de Crédito Direto (SCDs), foi fundamental para fomentar a concorrência e o surgimento de novos modelos de negócios voltados ao crédito. “O Banco Central abriu o mercado primeiro para pagamentos e depois para crédito. Foi uma atuação de vanguarda”, afirmou o gestor.
Além das normas específicas do setor, iniciativas governamentais voltadas ao estímulo do crédito, como as alterações no consignado privado, também compõem o cenário de desenvolvimento atual. A atuação das empresas de infraestrutura bancária, como a BMP, concentra-se em fornecer tecnologia e licenças regulatórias para marcas parceiras, como varejistas e gestoras de recursos, mantendo a operação de crédito enquanto o parceiro foca no relacionamento direto com o consumidor final.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: corebanxip.com.br
