Secretário do Tesouro dos EUA afirma que Lula e Trump têm ‘boa relação’

lula e trump

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a relação entre Brasil e Estados Unidos atravessa um momento positivo sob as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Durante um evento do BTG Pactual realizado em São Paulo, o aliado de Trump destacou que, embora o início tenha sido marcado por instabilidades, os dois líderes conseguiram construir um diálogo produtivo. Bessent ressaltou que o atual cenário na América Latina é “empolgante” e lembrou que o presidente brasileiro possui um histórico de boa convivência com governos republicanos, citando a proximidade anterior com George W. Bush.

Em relação ao cenário global, o secretário abordou as tensões comerciais entre as maiores potências econômicas, descrevendo a posição atual entre Washington e Pequim como “confortável”. Segundo Bessent, a estratégia norte-americana não visa a desvinculação total da China, mas sim a redução de riscos estratégicos, especialmente em setores sensíveis como o de suprimentos médicos. “Vamos ser rivais, mas queremos que a rivalidade seja justa”, pontuou o secretário, enfatizando que a concorrência é um motor necessário para evitar a estagnação econômica e promover a melhoria contínua.

A gestão da política monetária dos Estados Unidos também foi tema central, com Bessent justificando a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed). O sucessor de Jerome Powell foi escolhido por sua “mente aberta” e profunda compreensão sobre inovação tecnológica e inteligência artificial. O secretário enfatizou que a trajetória de Warsh na Universidade de Stanford e sua experiência com investimentos privados em tecnologia foram determinantes para a escolha feita por Donald Trump, visando preparar a autoridade monetária para os desafios da economia moderna.

Com 55 anos e uma formação acadêmica em Políticas Públicas e Direito por Stanford e Harvard, Kevin Warsh possui um currículo que transita entre o setor público e o mercado financeiro. Sua experiência inclui sete anos no banco Morgan Stanley e uma passagem anterior pela diretoria do Fed, encerrada em 2011. Atualmente, o indicado atua como pesquisador e professor, além de integrar conselhos de grandes corporações como a UPS. Caso seja confirmado pelo Senado, Warsh assumirá o comando do Banco Central norte-americano em maio, trazendo uma visão focada em regulação e mercado de capitais.

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