Transferência de Jair Bolsonaro altera rotina na Papudinha; cela era de ‘advogata’ influenciadora

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A transferência de Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local popularmente conhecido como “Papudinha”, provocou mudanças imediatas na organização interna da unidade prisional. O ex-presidente passará a ocupar a cela que anteriormente abrigava a advogada Jéssica Castro de Carvalho, de 30 anos. Com a chegada do novo detento, a rotina de segurança e a disposição dos internos foram readequadas para atender aos protocolos exigidos pela presença de uma ex-autoridade nacional no estabelecimento.

Jéssica Castro de Carvalho, que possui milhares de seguidores nas redes sociais e se apresenta como especialista em Direito, foi realocada para uma ala destinada a advogadas. Ela foi presa em novembro de 2025 sob acusações de tráfico de drogas e porte de arma de fogo de uso restrito, após ser flagrada transportando entorpecentes e munições em seu veículo. As investigações apontam que a advogada possui vínculos afetivos com Weslley Raphael Godeiro Vasconcelos da Silva, conhecido como “Bora”, apontado como integrante da facção criminosa Comboio do Cão (CDC).

A nova ala onde Jéssica permanecerá fica situada próxima aos espaços ocupados por outras figuras públicas de destaque que também cumprem pena na unidade. Entre os detentos do local estão o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Ambos enfrentam condenações severas: Torres foi sentenciado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, enquanto Vasques recebeu uma pena de 24 anos e seis meses por sua participação em planos golpistas após o pleito de 2022.

O 19º BPM concentra presos que possuem prerrogativas legais ou que demandam condições especiais de custódia devido aos cargos que ocuparam anteriormente. Além do histórico jurídico complexo de seus ocupantes, a unidade agora lida com a gestão de perfis distintos, que variam de crimes comuns, como o tráfico atribuído a Jéssica, a crimes contra a ordem democrática, como o de Jair.

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