José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile, marcando uma virada à direita na política do país. No segundo turno das eleições presidenciais, Kast venceu Jeannette Jara, candidata de esquerda, com mais de 58,2% dos votos, de acordo com o Serviço Eleitoral (Servel). Este resultado reflete a polarização política no Chile, semelhante à observada no período pós-ditadura militar. Kast assumirá o cargo em março de 2026 e enfrentará a tarefa de governar com um Congresso fragmentado, que agora se inclina mais à direita, exigindo negociações com forças de centro para implementar suas políticas.
Durante a campanha, Kast destacou propostas polêmicas como o envio de militares a bairros críticos, a construção de barreiras na fronteira e a criação de uma força especial para deportação de migrantes irregulares. Sua relação com o regime de Augusto Pinochet foi um ponto central da disputa, especialmente após declarações sobre a possível redução de penas para militares condenados por violações de direitos humanos. Essa perspectiva gerou críticas de entidades de direitos humanos e reacendeu debates sobre o legado autoritário do Chile. Aos 59 anos, Kast é visto como o presidente mais à direita do país desde o fim da ditadura.
No primeiro turno, a disputa entre Kast e Jara foi acirrada, com ambos quase empatados. Porém, a campanha de Kast ganhou força após receber o apoio de líderes influentes da direita. Durante a reta final, ele prometeu expulsar estrangeiros sem documentação em até 90 dias, enquanto Jara defendeu ‘segurança com humanidade’, criticando Kast por explorar o medo da população. A eleição destacou projetos opostos para o futuro do Chile, especialmente em áreas como segurança pública e imigração.
