Venezuela critica apreensão de petroleiro pelos EUA e denuncia ato de ‘Pirataria Internacional’

apreensão de petroleiro

A apreensão de um petroleiro com bandeira panamenha pela administração dos Estados Unidos, que transportava petróleo venezuelano com destino à Ásia, gerou uma forte reação por parte do governo da Venezuela. O episódio, ocorrido neste sábado, foi classificado por Caracas como um ‘grave ato de pirataria internacional’. Segundo comunicado oficial, o governo venezuelano condena o ‘roubo e sequestro’ do navio, junto com o desaparecimento forçado de sua tripulação, perpetrado por militares dos EUA em águas internacionais. A Venezuela pretende reportar o incidente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e outras organizações multilaterais.

De acordo com a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, a ação faz parte de uma estratégia para conter o movimento ilícito de petróleo, que, segundo Washington, financia o narcoterrorismo na região. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio a petroleiros sancionados permanecerá em vigor, seguindo as diretrizes do presidente Donald Trump. A administração Trump havia anunciado anteriormente um bloqueio direcionado a petroleiros sancionados, mas o navio apreendido não estava sob sanções, de acordo com uma fonte próxima ao assunto. Não houve resistência por parte da tripulação durante a interdição.

Este é o segundo incidente de apreensão de petroleiros pelos EUA na costa venezuelana em dezembro. A ação faz parte de uma campanha para intensificar a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro. A Venezuela, por sua vez, busca apoio internacional para enfrentar as ameaças dos EUA, incluindo a oferta de assistência do Irã, como relatado em outras ocasiões.

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