O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, concedeu entrevista para abordar os bastidores da campanha do Brasil na Copa do Mundo. Durante a conversa, o treinador italiano analisou a eliminação da equipe nas oitavas de final, destacando o comportamento do time diante da Noruega e os ajustes realizados durante o confronto que culminou na derrota por 2 a 1.
Ancelotti concentrou sua análise nas alterações feitas na segunda etapa da partida, momento em que o Brasil sofreu dois gols de Erling Haaland. Segundo o comandante, a intenção ao promover as entradas de Neymar e Ederson, logo após a pausa para hidratação, era retomar o controle do jogo e alterar a estrutura tática da equipe. No entanto, o treinador reconheceu, com o distanciamento do tempo, que a decisão tomada naquele momento não foi a ideal.
“No jogo contra a Noruega, pessoalmente, tive a sensação de que a equipe não estava tão confortável. Queria retomar o controle do jogo, então mudei com as substituições. Depois da pausa para a hidratação, entrou o Neymar e o Ederson. Mudei um pouco a estrutura para tentar ganhar o jogo. Agora, com a mente fria posso dizer que foi um erro”, declarou Ancelotti.
Ao comparar a eliminação com outras partidas do mundial, o treinador diferenciou o cenário vivido contra a Noruega da vitória de virada sobre o Japão. De acordo com Ancelotti, a percepção de perda de controle tático foi específica do confronto eliminatório, enquanto no duelo contra os japoneses a equipe manteve uma postura mais estável. O técnico reforçou que, sob a pressão de uma decisão, o julgamento sobre as trocas nem sempre reflete o resultado esperado em campo.