O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para a possível formação de um ciclone-bomba no Brasil nos próximos dias. O fenômeno meteorológico, também chamado de ciclogênese explosiva, deve se desenvolver entre a região sul do país e o Oceano Atlântico até o fim desta semana.
O ciclone-bomba é caracterizado por uma queda abrupta e intensa da pressão atmosférica em um curto intervalo de tempo. Para ser classificado como tal, o sistema precisa registrar uma redução de pelo menos 24 milibares em 24 horas. O termo “bomba” faz referência à rapidez com que o ciclone ganha força, o que ocorre com mais frequência em regiões de alta latitude, onde massas de ar frio e quente se encontram.
De acordo com as projeções do Inmet, o sistema de baixa pressão deve começar a se formar na quinta-feira (6), na região entre o norte da Argentina e o Paraguai. Ao avançar para a área entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, o fenômeno se transforma em um ciclone extratropical, com tendência de intensificação. Entre a sexta-feira (7) e o sábado (8), a pressão deve cair bruscamente, configurando o ciclone-bomba.
A passagem do ciclone deve afetar principalmente a região Sul, com o avanço de uma frente fria que pode provocar chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo. O Inmet já emitiu aviso amarelo de perigo potencial para tempestades na quarta-feira (5) para todo o Sul, além do litoral de São Paulo e parte de Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira, o alerta sobe para laranja em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
O órgão ressalta que a trajetória do sistema de baixa pressão pode sofrer alterações, e por isso o fenômeno está sujeito a mudanças. Após atingir seu auge no sábado, o ciclone deve seguir para o sudeste do Atlântico Sul, afastando-se gradualmente da costa brasileira.
Depois da passagem do ciclone, uma massa de ar frio deve avançar sobre o centro-sul do Brasil, provocando queda acentuada nas temperaturas. A recomendação é que a população acompanhe as orientações das autoridades e os próximos boletins do Inmet.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: UOL Notícias
