O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou um avanço de 1 ponto em abril, alcançando a marca de 89,1 pontos. Este resultado representa o nível mais elevado do indicador desde o encerramento do ano passado, impulsionado por uma percepção mais positiva sobre o momento econômico atual. A melhora reflete um movimento de recuperação no otimismo da população brasileira em relação às suas finanças e ao cenário macroeconômico geral, consolidando uma tendência de crescimento iniciada nos meses anteriores.
Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE, a evolução positiva é mais nítida entre as famílias com renda mensal de até R$ 2.100,00. A especialista aponta que “a inflação mais baixa e um mercado de trabalho robusto têm sido fatores primordiais para uma avaliação menos pessimista dos consumidores”, destacando também que a isenção do imposto de renda pode ter oferecido um alívio financeiro pontual para as classes de menor poder aquisitivo. Esse cenário de maior fôlego financeiro é corroborado por dados da Abras, que indicam uma alta de 3,2% no consumo nos lares brasileiros durante o mês de março em comparação ao mesmo período de 2025.
No detalhamento dos subíndices, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,1 pontos, atingindo 85,3 pontos, com destaque para o indicador de situação financeira familiar, que saltou 3,9 pontos para 76,0 — o maior patamar desde fevereiro de 2020. Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE) apresentou uma variação positiva de 0,2 ponto, situando-se em 92,3 pontos. As projeções para a situação financeira futura das famílias também mostraram progressão ao atingir 90,3 pontos, reforçando o sentimento de estabilização econômica percebido no mercado nacional.
