Donald Trump declara milhares de transações financeiras em relatório de ética governamental

transações financeiras de Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta quinta-feira (14) uma série de documentos detalhando milhares de transações financeiras realizadas no início de 2026. Os formulários, submetidos ao Departamento de Ética Governamental, revelam uma intensa atividade de mercado, totalizando mais de 3.700 operações de compra e venda. Embora os relatórios não tragam valores exatos para cada transação, eles utilizam faixas financeiras amplas para descrever o montante envolvido em cada movimentação, sem distinguir claramente se os ativos são ações ou títulos corporativos.

Investimentos em tecnologia e indústria

Entre as aquisições registradas, destacam-se investimentos em gigantes da tecnologia e da indústria, como Microsoft, Broadcom, Nvidia e Boeing. Nessas operações, os valores individuais ficaram situados no intervalo entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões. Por outro lado, o documento também aponta vendas significativas de participações em empresas como Meta e Amazon, além da própria Microsoft, com valores que variaram de US$ 5 milhões a US$ 25 milhões por transação. O presidente também incluiu a compra de títulos públicos em sua carteira de investimentos recente.

De acordo com um levantamento realizado pela agência Reuters, a soma total das transações financeiras de Donald Trump declaradas oscila entre US$ 220 milhões e US$ 750 milhões. A variação expressiva ocorre devido à natureza da prestação de contas exigida, que permite o uso de categorias de valor em vez de números precisos. As regras de transparência para ocupantes de cargos públicos nos Estados Unidos exigem a declaração de qualquer operação acima de mil dólares realizada pelo declarante, seu cônjuge ou filhos dependentes.

Apesar da abrangência dos dados fornecidos, os relatórios não especificam qual membro da família Trump foi o responsável direto por cada uma das 3.700 ordens de mercado. O formato do formulário permite que as transações do presidente, da primeira-dama ou de seus dependentes sejam agrupadas sob a mesma obrigatoriedade de divulgação. Essa falta de individualização é uma característica comum nos formulários de ética governamental, que buscam monitorar possíveis conflitos de interesse, mas mantêm certa margem na identificação específica do autor da operação dentro do núcleo familiar.

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