A menos de um mês do início da Copa do Mundo, a Cidade do México intensifica os trabalhos para concluir reformas estruturais antes do jogo de abertura, marcado para 11 de junho. O torneio, que será sediado em conjunto por México, Canadá e Estados Unidos, terá cinco partidas na capital mexicana, iniciando com o confronto entre a seleção local e a África do Sul. Entre as principais frentes de trabalho estão a modernização das estações de metrô San Antonio Abad e Auditorio, além da construção de um corredor de dois quilômetros para pedestres e ciclistas na Calzada de Tlalpan, uma das vias mais movimentadas da metrópole.
Apesar do objetivo de revitalização urbana, as intervenções têm gerado transtornos e críticas por parte da população local. Moradores relatam dificuldades com o barulho excessivo e congestionamentos severos causados pelo fechamento de faixas. A professora Blanca Abascal descreveu a rotina recente como complexa, afirmando que “tem sido um pouco caótico… À noite, mal conseguimos dormir por causa do barulho”. Além disso, há questionamentos sobre a prioridade das obras; o estudante Halim Castro pontuou que “os recursos poderiam ser alocados para melhorias mais essenciais, como a manutenção do sistema de metrô”, que registrou o transporte de mais de 1,2 bilhão de passageiros no último ano.
No setor aeroportuário, o cenário no Aeroporto Internacional Benito Juárez é de desorganização devido às reformas em andamento, afetando diretamente o fluxo de viajantes. O arquiteto Francisco Ramos classificou a situação como insustentável, citando atrasos e caos nas instalações. Por outro lado, as autoridades defendem que os preparativos para a Copa do Mundo na Cidade do México permitiram acelerar projetos necessários a longo prazo. A presidente Claudia Sheinbaum reiterou que o cronograma está sendo cumprido e garantiu que os terminais “serão concluídos a tempo de receber milhões de visitantes e atletas” para o evento esportivo.
