O Bahia empatou em 1 a 1 com o Grêmio na Arena Fonte Nova, em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado ampliou a sequência de jejum da equipe para sete jogos sem vitórias, gerando protestos da torcida em Salvador. Diante da pressão externa e das eliminações recentes na Copa do Brasil e na Libertadores, o técnico Rogério Ceni foi questionado sobre a continuidade de seu trabalho e a possibilidade de deixar o cargo.
Durante a entrevista coletiva, o treinador reafirmou seu compromisso com o projeto do clube e descartou um pedido de demissão imediato. Ceni destacou que a equipe manteve um desempenho dominante durante o confronto, criando diversas oportunidades de finalização que não foram convertidas em gols. “Acho que o elenco trabalha muito. Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gols. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não”, afirmou o técnico sobre a eficácia ofensiva do time.
Com 36 anos de trajetória no futebol, o comandante enfatizou sua dedicação diária à rotina de treinamentos e à análise de adversários. Rogério Ceni negou qualquer tipo de acomodação e mencionou que mantém reuniões constantes com os colaboradores do clube para alinhar os processos internos. Ao ser questionado sobre as ofensas recebidas, ele rebateu: “Você abandonaria a sua profissão se alguém lhe ofendesse? Não estou aqui apenas pelo salário que ganho. Não quero muito, não quero nada além de poder trabalhar e desenvolver aquilo de que gosto”.
O elenco tricolor agora terá a semana completa para treinamentos antes do próximo compromisso pela Série A. O Bahia volta a campo no dia 25 de maio, uma segunda-feira, para enfrentar o Coritiba no Estádio Couto Pereira, às 20h. A partida é vista como uma oportunidade para encerrar a série negativa e acalmar os ânimos dos torcedores que pedem mudanças no comando técnico.
