- A Polícia Civil do DF deflagrou a Operação Rede Interrompida contra um grupo que planejava atentados em Brasília durante as eleições.
- Os suspeitos possuíam mapas do Congresso e do STF, além de manuais para fabricação de explosivos e coquetéis Molotov.
- O grupo, composto por jovens de 19 a 31 anos, utilizava o Telegram para planejar ataques, recrutar integrantes e disseminar discursos de ódio.
Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que um grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante as eleições possuía mapas detalhados de prédios públicos, incluindo o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). A operação rede interrompida foi deflagrada na terça-feira passada e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra oito pessoas.
Segundo informações exibidas pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo, o monitoramento do Ministério da Justiça indicou que o grupo não defendia partido ou político específico. “Não tinham lado, não tinham ideologia, queriam a revolução”, afirmou a reportagem. As comunicações entre os integrantes aconteciam em dois grupos do aplicativo Telegram.
Entre os planos discutidos, estava a intenção de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater“. Os suspeitos estudavam a fabricação de explosivos, coquetéis Molotov e outros artefatos. A investigação apontou que eles também planejavam invadir prédios públicos, selecionar alvos, fazer formação tática e recrutar novos integrantes em diferentes estados.
Os mandados foram cumpridos contra investigados com idades entre 19 e 31 anos, localizados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A operação foi conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) da Polícia Civil do DF.
Além dos manuais de fabricação de explosivos, os suspeitos compartilhavam estratégias de recrutamento e propagavam discursos de ódio direcionados a mulheres em posições de autoridade, além de conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos. As comunidades no Telegram eram usadas para disseminar esses conteúdos e planejar as ações violentas.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: UOL Notícias
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Perguntas frequentes
Qual era o objetivo do grupo?
O grupo planejava realizar atentados, invadir prédios públicos e explodir locais como o edifício onde ocorreria o debate do 2º turno das eleições.
O grupo tinha alguma inclinação política?
Não, segundo a investigação, os integrantes não defendiam partidos ou políticos específicos, buscando apenas promover uma revolução.
Onde os suspeitos foram localizados?
Os mandados foram cumpridos contra oito pessoas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
