- A Igreja Universal iniciou o 'Desafio de Neemias', uma campanha de 52 dias focada em valores cristãos e proteção familiar.
- O cronograma da iniciativa termina em 4 de outubro, mesma data do primeiro turno das eleições municipais.
- Especialistas em direito eleitoral afirmam que, por ser uma mobilização interna, a campanha não parece infringir a legislação vigente.
A Igreja Universal do Reino de Deus iniciou, na última quinta-feira (13), uma iniciativa denominada “Desafio de Neemias”. A campanha possui duração de 52 dias e propõe uma série de tarefas diárias aos fiéis, com o objetivo declarado de promover a restauração de valores cristãos, da fé e a proteção das famílias. O cronograma do desafio estabelece o encerramento das atividades para o dia 4 de outubro, data que coincide com o primeiro turno das eleições municipais brasileiras.
O nome da mobilização faz referência a um personagem do Antigo Testamento, conhecido por liderar a reconstrução dos muros de Jerusalém em um período de 52 dias. Para participar, os interessados devem realizar um cadastro em um aplicativo específico, onde cada meta cumprida é simbolizada como uma “pedra” em uma estrutura denominada “muralha espiritual”. Os temas das tarefas incluem tópicos como a defesa da família e críticas a formas de governo, com um dia específico dedicado ao debate sobre notícias falsas.
A atuação da denominação no cenário político é histórica, utilizando sua estrutura para apoiar candidatos alinhados aos seus interesses, majoritariamente vinculados ao partido Republicanos. O bispo Alessandro Paschoall, um dos articuladores da campanha, comanda o projeto Arimateia, que defende a participação ativa de religiosos na política. Em vídeos gravados em Jerusalém, Paschoall relembrou o fechamento de templos durante a pandemia, classificando o episódio como uma violação de direitos que não deve se repetir.
Especialistas em direito eleitoral, como o advogado Alberto Rollo, avaliam que a campanha, por se tratar de uma corrente de oração e mobilização interna, não apresenta, a princípio, infrações à legislação vigente. A lei eleitoral veda o apoio financeiro direto a candidatos pelas igrejas, a doação de materiais de campanha ou o pedido explícito de votos durante os cultos. Até o momento, a liderança da Igreja Universal não se manifestou sobre os questionamentos acerca de uma possível correlação entre a campanha e o pleito eleitoral.
Crédito da ilustrativa: Universal.org
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Perguntas frequentes
O que é o Desafio de Neemias?
É uma campanha de 52 dias da Igreja Universal que propõe tarefas diárias aos fiéis para promover valores cristãos e a proteção das famílias.
Por que a campanha termina em 4 de outubro?
A data coincide com o primeiro turno das eleições municipais brasileiras, embora a igreja não tenha confirmado uma correlação oficial com o pleito.
A campanha é ilegal perante a lei eleitoral?
Segundo especialistas, a iniciativa não apresenta infrações por ser uma corrente de oração interna, desde que não haja pedido explícito de votos ou apoio financeiro direto.
