Investigação da ICAC na Austrália foca em ligações do grupo ‘Reformers’ com políticos

A comissão anticorrupção da Austrália, conhecida como ICAC, retomou as audiências da Operação Rosny, voltando suas atenções para o suposto apoio do líder da oposição federal, Angus Taylor, ao grupo conservador conhecido como ‘Reformers’. Durante os depoimentos, Robert Assaf, membro do grupo, foi questionado sobre comunicações internas que mencionavam a busca por verbas junto a ministros do governo.

Assaf confirmou ter recebido uma mensagem do executivo-chefe da Catholic Schools, Dallas McInerney, que solicitava atualizações sobre o progresso do grupo para, supostamente, “sacudir Angus por 10 mil”. Embora o depoente tenha admitido a existência da mensagem, ele negou ter conhecimento sobre doações concretas feitas por Taylor. “Eu não acho que Angus tenha participado. Não me lembro de nenhum ministro nos dando dinheiro”, declarou Assaf durante a sessão.

Paralelamente, o cenário político em Nova Gales do Sul enfrenta desdobramentos sobre a conduta de parlamentares. O ministro sombra de planejamento, Chris Rath, admitiu ter ajudado membros do grupo a evitar intimações para uma investigação parlamentar anterior. Em nota oficial, Rath expressou arrependimento e afirmou que o caso foi tratado pelo Comitê de Privilégios, ressaltando que não é alvo direto das investigações da ICAC.

A líder do Partido Liberal em Nova Gales do Sul, Kellie Sloane, manifestou apoio a Rath, embora tenha reforçado a expectativa de altos padrões éticos para todos os membros de sua equipe. A parlamentar afirmou que respeita os processos do Parlamento e não pretende substituir julgamentos já finalizados pela instituição após a análise de todos os fatos ocorridos.

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