Fifa nega venda do futebol e mantém planos de investimento privado

A Fifa reiterou que “ninguém está vendendo o futebol” em meio às intensas críticas contra seu plano de atrair investidores privados para suas competições. A proposta da entidade liderada por Gianni Infantino prevê a criação de uma subsidiária comercial, a Fifa Forward Enterprise (FFE), na qual terceiros poderiam adquirir participações minoritárias. Segundo a organização, a iniciativa visa permitir que as associações membros tenham uma participação mais ativa nas oportunidades comerciais do esporte, sem comprometer a governança ou o espírito original da modalidade.

A reação das confederações continentais foi imediata e severa. A Uefa, que rege o futebol europeu, ameaçou boicotar a Copa do Mundo caso o projeto avance. Em comunicado oficial, a entidade afirmou que “a Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento” e defendeu que o torneio é um patrimônio esportivo construído por gerações. A Concacaf, que representa a América do Norte e Central, também manifestou rejeição à proposta, citando preocupações com a falta de transparência no processo e o prazo curto imposto para uma decisão tão significativa.

Para que o plano de Infantino seja aprovado, é necessário o apoio de 106 das 211 associações membros da Fifa. Atualmente, a soma dos votos da Uefa e da Concacaf atinge 96 membros, o que coloca o projeto em uma posição delicada. Enquanto o debate escala, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) criticou a falta de consulta prévia e de análises financeiras detalhadas. Em paralelo, figuras do futebol, como o treinador Xabi Alonso, reforçaram o sentimento de que o esporte deve permanecer sob controle público, mantendo sua autenticidade e conexão com os torcedores globais.

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