Após a eliminação do Grêmio na Copa Sul-Americana diante do Bolívar, o clima na Arena foi marcado por manifestações da torcida, que entoou o nome do ex-treinador Renato Gaúcho. Em entrevista coletiva, o técnico Luís Castro minimizou os protestos e destacou a relevância histórica do ídolo gremista. “Me referir ao Renato é me referir a um ídolo do Grêmio. É normal que um ídolo seja saudado, é normal que esteja presente na cabeça dos torcedores sempre”, afirmou o comandante.
O treinador ressaltou que foca seu trabalho exclusivamente no elenco atual e na própria consciência, afastando qualquer desconforto com a lembrança do antecessor. Apesar das vaias ouvidas no estádio, Castro defendeu a postura dos jogadores, esclarecendo que as críticas dos torcedores não foram direcionadas ao grupo. “Os jogadores deram tudo de si, a torcida reconheceu e os apoiou sempre ao longo de todo o jogo”, pontuou, ao avaliar a entrega dos atletas em campo.
Sobre o desempenho tático, o técnico ponderou que os números não refletiram o resultado final da partida. “As 31 finalizações não contam nada quando perdemos. Os 65% de posse de bola não valem nada quando perdemos, mas é um indicador que tivemos sempre por cima do jogo”, comentou. O treinador também justificou as ausências de Villasanti, Weverton e Marlon, citando questões físicas e falta de ritmo de jogo como fatores determinantes para as alterações na escalação.
O foco do clube agora se volta para a sequência da temporada. O Grêmio entra em campo novamente neste domingo (2/8), às 18h, para enfrentar o Mirassol no estádio Maião. O duelo é válido pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, competição que exige uma resposta imediata da equipe após a recente eliminação internacional.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: GrêmioMania
