A 15ª Vara Cível de Fortaleza determinou que Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência, remova das redes sociais conteúdos com críticas e acusações contra o cantor Wesley Safadão. A decisão judicial, que estabelece uma multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, foca especialmente em um vídeo publicado em março. No material, Santos descreve o artista como um “novo ícone da corrupção” e questiona contratos firmados entre o músico e prefeituras nordestinas durante os anos de 2024 e 2025, alegando que o cantor lideraria um esquema que explora municípios pobres.
Fundamentos da decisão e argumentos das partes
O magistrado considerou que as declarações de Santos não são apenas críticas políticas, mas acusações diretas de crimes sem comprovação. A defesa de Safadão argumentou que o cantor nunca foi indiciado ou investigado por tais práticas e que “a internet não é território sem lei”. Por outro lado, Renan Santos, via assessoria, afirmou manter seu posicionamento. Ele alega que prefeituras de regiões pobres destinam verbas vultosas para shows em vez de investir em infraestrutura e ensino básico, afirmando que o artista serve como ferramenta para a “autopromoção da classe política local”.
Impacto na imagem e medidas cautelares
A ordem judicial incluiu a notificação de plataformas digitais para a exclusão imediata dos vídeos, ressaltando que a manutenção do conteúdo poderia gerar prejuízos à reputação de Safadão, afetando sua atividade profissional. O Ministério Público do Estado do Ceará apoiou a medida, apontando que as falas configuram abuso de direito ao afirmar crimes como fatos consumados sem o devido amparo probatório. Além da retirada do ar, Renan Santos está proibido de realizar novas postagens ofensivas contra o músico, sob pena de sofrer novas sanções financeiras.
