A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (28/7), a Operação Colheita com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso especializado em fraudes contra empresas do setor agropecuário. Os investigados utilizavam identidades falsas e documentos adulterados para adquirir máquinas agrícolas sem realizar o pagamento, simulando transações comerciais legítimas em nome de empresas reais.
A investigação, conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia (8ª DP) com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, teve início após denúncia da Companhia Brasileira de Máquinas (CBMAQ). Segundo os registros, o esquema começou em março de 2026, quando os criminosos se apresentaram como representantes da OCP Fertilizantes Ltda. Para conferir credibilidade ao golpe, o grupo chegou a criar um domínio na internet, o ocpcompras.com.br, simulando um canal oficial de aquisições.
O prejuízo total identificado apenas no Distrito Federal supera R$ 770 mil. Em uma das ocorrências, foram subtraídos quatro equipamentos, incluindo dois tratores avaliados em R$ 70 mil cada, um trator de R$ 120 mil e uma miniescavadeira de R$ 250 mil, totalizando R$ 510 mil. Um segundo caso envolvendo outro fornecedor resultou na perda de um trator avaliado em R$ 264 mil.
A logística do crime envolvia a contratação de transportadores que buscavam os bens nas empresas, mas os levavam para um ponto intermediário próximo à BR-070, no Incra 7. Nesse local, as máquinas eram transferidas para outros veículos, dificultando o rastreamento. As autoridades apontam que os recursos obtidos com as fraudes financiavam o custo operacional do esquema, incluindo a falsificação de contratos e a manutenção da estrutura digital.
A PCDF identificou os principais articuladores da quadrilha. Winston Rogério Xavier Oliveira Franca Dutra, conhecido pelo codinome “Portuga” e residente em Ituiutaba (MG), é apontado como o coordenador das negociações. Já Cássio Eduardo Castro e Mendonça, que teria admitido participação em depoimento, era o responsável pela produção dos documentos falsos, assinaturas e contratos utilizados para viabilizar as transações fraudulentas.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Stara
