Argentina garante US$ 4,3 bilhões para pagamento de dívida soberana

O governo da Argentina assegurou US$ 4,3 bilhões destinados à quitação do pagamento semestral de seus títulos de dívida soberana, englobando tanto o principal quanto os juros de bônus em moeda estrangeira. A administração do presidente Javier Milei planeja realizar o desembolso antes do vencimento dos títulos, programado para esta quinta-feira (9). Esta movimentação financeira ocorre em um contexto de ajustes na estratégia econômica do país, que busca evitar a necessidade de novas emissões no mercado internacional até o encerramento do atual mandato, em 2027.

O ministro da Economia, Luis Caputo, detalhou um plano que prioriza fontes de financiamento alternativas, como títulos em dólar colocados no mercado doméstico e empréstimos com garantias de organismos multilaterais. Sobre a estratégia de captação, o ministro pontuou: “Ir ao mercado é apenas mais uma opção, não um objetivo”. A pasta confirmou recentemente a obtenção de até US$ 3,2 bilhões em empréstimos junto ao BBVA, Santander e Deutsche Bank, com suporte do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A gestão econômica argentina também projeta cobrir os cerca de US$ 25 bilhões em pagamentos de dívida em dólares previstos para o próximo ano. Desde março, o Tesouro captou aproximadamente US$ 4 bilhões por meio da venda de títulos locais, conhecidos como bonares, e planeja buscar outros US$ 2 bilhões até o final deste exercício. As operações contam com taxas de juros que variam entre 6% e 7%, visando reduzir o custo total do refinanciamento das obrigações do Estado.

O governo Milei mantém a perspectiva de que a Argentina possa atingir o grau de investimento até o fim de um eventual segundo mandato, em 2031. Esse objetivo é amparado pela recente elevação da classificação soberana do país para “B-” pelas agências Fitch Ratings e S&P Global Ratings, que retiraram o país da categoria “CCC”. O ministro Caputo reafirmou a confiança em superar a volatilidade de mercado esperada para o ano eleitoral de 2027, mantendo o foco na estabilidade das contas públicas.

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