- O CFM proibiu médicos de prescreverem tirzepatida sem registro na Anvisa, sob risco de processo ético e cassação.
- Medicamentos importados do Paraguai, como TG e Lipoless, não possuem autorização sanitária e há alertas sobre falsificações.
- Apenas medicamentos com registro oficial na Anvisa, como o Mounjaro, podem ser indicados por profissionais no Brasil.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um alerta sobre a prescrição e o uso de medicamentos à base de tirzepatida que não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A orientação vale tanto para produtos importados quanto para manipulações que descumpram as regras sanitárias.
Segundo o CFM, a prescrição médica não pode ser usada como meio para facilitar a compra de medicamentos vindos do exterior sem autorização, nota fiscal, rastreabilidade ou cumprimento das exigências sanitárias brasileiras. Profissionais que prescreverem, indicarem, aplicarem ou facilitarem o acesso a esses produtos poderão responder a processo ético-profissional.
As punições previstas na Lei nº 3.268/1957 variam de advertência confidencial à cassação do exercício profissional, conforme a gravidade da infração. Além disso, podem ser acionados outros órgãos para apuração de responsabilidades administrativas, civis e penais.
O alerta ocorre em meio ao aumento da circulação de canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai. Em 2026, apreensões realizadas por Receita Federal e Polícia Federal chamaram atenção, especialmente na região de Foz do Iguaçu. Produtos paraguaios com tirzepatida são procurados por consumidores brasileiros devido aos preços mais baixos e à facilidade de aquisição no país vizinho, mas não têm autorização para comercialização no Brasil.
Entre os produtos citados em uma ação coletiva estão TG, Lipoless, Tirzedral, Tirzec, Lipoland, Gluconex e Slimex. A ação busca permitir a importação para uso pessoal de medicamentos paraguaios por pacientes com prescrição médica. No entanto, a procedência dos medicamentos é uma preocupação das autoridades, e a Dinavisa, autoridade sanitária do Paraguai, já divulgou alertas sobre versões falsificadas na região de fronteira. A preocupação com a comercialização irregular de medicamentos também é alvo de investigações no Brasil, como a que apura venda irregular de medicamentos controlados em farmácia na Bahia.
O CFM orienta que médicos observem as regras de registro, procedência, rastreabilidade e comercialização antes de indicar medicamentos à base de tirzepatida. A substância é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, e no Brasil o Mounjaro possui registro na Anvisa, mas isso não libera o uso de qualquer produto contendo a substância.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Dr. Mauro Jácome
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Perguntas frequentes
Posso comprar canetas de tirzepatida no Paraguai com receita médica?
Não. O CFM alerta que a prescrição médica não autoriza a compra de medicamentos sem registro na Anvisa, pois não possuem garantia de procedência ou rastreabilidade.
Quais são as punições para médicos que prescrevem esses produtos?
Os profissionais podem responder a processos ético-profissionais, com penas que variam de advertência confidencial até a cassação do exercício da medicina.
Qual medicamento à base de tirzepatida é permitido no Brasil?
Atualmente, o Mounjaro é o medicamento que possui registro na Anvisa, sendo o único autorizado para uso conforme as normas sanitárias brasileiras.
