Coreia do Norte reafirma manutenção de arsenal nuclear e rejeita desnuclearização

Kim jong

A Coreia do Norte declarou oficialmente que manterá e expandirá seu programa de armas nucleares, ignorando as pressões de autoridades internacionais. O posicionamento foi reforçado neste domingo (26/7) por Kim Yo Jong, diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores e irmã do líder Kim Jong-un. Segundo o comunicado, a dissuasão nuclear é considerada o pilar fundamental para a soberania do país.

Em nota oficial, Kim Yo Jong afirmou: “A posição da Coreia do Norte é resoluta e clara: a dissuasão nuclear é o escudo definitivo para a soberania nacional e a garantia suprema para a defesa dessa soberania”. A diretora acrescentou que o arsenal será atualizado de forma constante, sem interrupções. A declaração ocorre logo após a cúpula de chanceleres da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada nas Filipinas, onde diversos países reiteraram o pedido pela desnuclearização da Coreia do Norte.

O governo norte-coreano sustenta que seu programa bélico é uma resposta necessária para repelir ameaças de grandes potências globais. A tensão é agravada pelo fato de que a Coreia do Norte e a Coreia do Sul vivem sob um armistício desde 1953, sem que um acordo de paz definitivo tenha sido assinado para encerrar formalmente o conflito iniciado três anos antes. Essa instabilidade histórica, somada à cooperação militar entre Seul e Washington, é interpretada por Pyongyang como um risco existencial.

Devido a esse cenário de desconfiança mútua, os esforços diplomáticos visando a reunificação das Coreias perderam força nos últimos anos. Enquanto o governo de Kim Jong-un aponta uma suposta política hostil por parte do Sul, a comunidade internacional mantém sanções econômicas severas como resposta ao desenvolvimento contínuo de capacidades militares na região.

Crédito da ilustrativa: CNN Brasil

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