O ex-presidente Donald Trump declarou, na última segunda-feira, que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será detido durante sua próxima visita a Nova York em setembro. A declaração surge como uma resposta direta ao vereador Zohran Mamdani, que havia sugerido que o departamento jurídico da cidade estaria avaliando a possibilidade de uma prisão baseada em mandados emitidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Mamdani defendeu publicamente que Netanyahu deveria enfrentar a justiça internacional, descrevendo-o como um “criminoso de guerra” em entrevistas recentes. O vereador argumentou que essa visão é compartilhada por diversos setores em decorrência das ações militares realizadas em Gaza desde o conflito iniciado em outubro de 2023. O TPI, por sua vez, emitiu um mandado de prisão em 21 de novembro de 2024, alegando responsabilidade por crimes de guerra, incluindo o uso da inanição como método de combate e ataques direcionados a populações civis.
Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump rebateu a possibilidade de detenção, afirmando categoricamente que o premiê israelense não será preso “de forma alguma” em solo norte-americano. O ex-presidente justificou seu posicionamento mencionando o embate de Israel contra o Irã, país que, segundo Trump, tem um histórico prolongado de hostilidades contra soldados e cidadãos dos Estados Unidos. Vale notar que a tensão geopolítica na região, que envolve atores como o Irã, permanece sendo um ponto central nas discussões diplomáticas globais.
O gabinete de Benjamin Netanyahu classificou o TPI como uma instituição sem jurisdição sobre israelenses e norte-americanos. Em comunicado oficial, o governo de Israel rejeitou as acusações, caracterizando o mandado como infundado e criticando a conduta do procurador Karim Khan. O documento ainda instou Mamdani a concentrar seus esforços na gestão de problemas internos de Nova York em vez de promover ataques ao líder do Estado de Israel.
Crédito da ilustrativa: ny times
