Empresas estrangeiras deixam Cuba sob pressão de novas sanções dos EUA

sanções dos EUA a Cuba

Empresas multinacionais estão encerrando ou reduzindo drasticamente suas operações em Cuba devido ao prazo estabelecido pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) dos Estados Unidos. A medida visa restringir o acesso ao sistema financeiro internacional e congelar ativos de companhias que mantêm vínculos com o conglomerado estatal Gaesa, vinculado às Forças Armadas cubanas. A ordem executiva, assinada sob a gestão de Donald Trump, classifica a ilha como uma ameaça à segurança nacional, intensificando o impacto econômico de um bloqueio que também afeta setores estratégicos, tal como ocorre em contextos de instabilidade geopolítica onde sanções e classificações rígidas alteram o fluxo de capitais globais.

Redes hoteleiras de peso, como a espanhola Meliá e a Iberostar, além da canadense Blue Diamond, confirmaram a descontinuação de atividades em diversas unidades administradas em parceria com o Gaesa. A mineradora canadense Sherritt, que extraía níquel e cobalto no país desde a década de 1990, foi a primeira a anunciar sua saída total. Segundo o economista Daniel Torralbas, a debandada dessas companhias internacionais projeta um cenário crítico para a economia cubana, que enfrenta dificuldades em gerar divisas frente ao endurecimento das políticas americanas.

O Gaesa, fundado por Raúl Castro, é apontado pelo Departamento de Estado dos EUA como um braço financeiro que controla cerca de 70% da economia local, possuindo ativos avaliados em 18 bilhões de dólares. Enquanto o governo cubano sustenta que o conglomerado é vital para contornar o embargo vigente desde 1962, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçou acusações de corrupção contra a entidade. A pressão sobre o setor privado em Cuba ocorre em um momento em que a ilha lida com a escassez de recursos e a necessidade de readequar suas operações diante de um isolamento comercial crescente.

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