Gilmar Mendes defende trajetória de Jorge Messias após rejeição no Senado: “um dos maiores juristas da história recente do Brasil”

Jorge Messias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou-se publicamente nesta quinta-feira (30) em defesa de Jorge Messias, atual advogado-geral da União. O posicionamento ocorre um dia após o Senado Federal rejeitar a indicação de Messias para integrar a Suprema Corte. Embora Mendes tenha ressaltado que a decisão dos senadores deve ser respeitada dentro do rito institucional, ele classificou o indicado como uma figura central para o cenário jurídico contemporâneo do país.

Durante sua declaração nas redes sociais, o ministro afirmou que Messias é “um dos maiores juristas da história recente do Brasil” e destacou que sua carreira é pautada pela retidão e pelo compromisso com o serviço público. Para Mendes, o advogado-geral possui todas as credenciais necessárias para exercer a magistratura de alto nível, mantendo uma postura que, em suas palavras, “fala por si”. O magistrado reforçou que sua percepção favorável ao nome de Messias permanece inalterada mesmo diante do resultado negativo na votação legislativa.

O processo de indicação durou cerca de cinco meses, período em que o advogado-geral da União enfrentou intenso escrutínio público e político. Gilmar Mendes pontuou que, ao longo desse intervalo, Messias foi alvo de “graves ataques à sua honra” em meio a um cenário de turbulências institucionais. Segundo o ministro, o comportamento do indicado foi marcado pela coragem e humildade, resistindo às pressões e mantendo a conduta técnica esperada para o cargo ao qual foi submetido.

Por fim, o ministro do STF enfatizou que o compromisso de Jorge Messias com o Estado Democrático de Direito e os serviços prestados às instituições brasileiras serão reconhecidos futuramente. Mendes declarou acreditar que “a história saberá fazer justiça à sua trajetória”, independentemente da posição que ele venha a ocupar no governo ou no Judiciário. A manifestação encerra um ciclo de debates sobre a composição da Corte, enquanto o cenário político observa as próximas articulações do Senado.

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