Lula reafirma soberania nacional frente a novos tarifaços dos EUA

Lula bandeira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se nesta quinta-feira (16) sobre o agravamento da crise comercial com os Estados Unidos, reiterando que o governo brasileiro manterá a defesa da soberania nacional diante do anúncio de novas tarifas. Em publicações nas redes sociais, o chefe do Executivo destacou que a preservação dos interesses do país é uma obrigação que transcende partidos políticos. O posicionamento ocorre em um cenário de tensão ampliado pela recente divulgação de uma carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, na qual o parlamentar ofereceu cooperação com o governo Trump em caso de vitória eleitoral.

Durante coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a postura da oposição, classificando o tarifaço como uma medida baseada em motivações falsas que ignora os interesses dos produtores brasileiros. O governo federal avalia, como resposta, a aplicação da Lei da Reciprocidade, sancionada neste ano, caso os canais de negociação com Washington não apresentem avanços significativos. O ministro reforçou que a política econômica deve ser pautada pelas necessidades internas, e não por alinhamentos com agendas estrangeiras, em resposta direta às articulações de opositores.

Hoje é dia da nossa bandeira verde e amarela, que representa 215 milhões de brasileiros e brasileiras. Pertence à história do nosso país. A bandeira é nossa, a bandeira é de todos.
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O Ministério das Relações Exteriores, por meio do chanceler Mauro Vieira, repudiou as declarações de Marco Rubio, que na madrugada de hoje acusou Lula de priorizar questões pessoais em detrimento de acordos diplomáticos. Vieira classificou a fala do secretário americano como “grosseira e arrogante” e inaceitável para o trato entre nações aliadas. O governo brasileiro mantém a posição de que não há justificativa técnica ou econômica para as tarifas impostas, reforçando que a proteção da soberania e dos setores produtivos do Brasil permanece como prioridade absoluta na condução das relações internacionais.

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