Moacir Santos: O legado do maestro que completaria 100 anos

Nascido em 26 de julho de 1926, em Flores, Pernambuco, Moacir Santos completaria hoje um século de vida. O compositor, multi-instrumentista e maestro construiu uma trajetória singular, partindo das bandas filarmônicas do Sertão do Pajeú para se tornar uma das figuras mais influentes da música brasileira. Sua carreira ganhou impulso no Rio de Janeiro, onde atuou como arranjador na Rádio Nacional durante a década de 1950, antes de se radicar nos Estados Unidos, onde faleceu em 2006.

O reconhecimento de sua genialidade é absoluto entre instrumentistas, embora seu nome ainda seja pouco difundido para o grande público. Em 1965, Moacir lançou o álbum Coisas, obra fundamental que sintetizou sua habilidade em fundir ritmos africanos com a liberdade do jazz e o rigor da música erudita. Sua importância foi imortalizada por Vinicius de Moraes no “Samba da bênção”: “A benção, Moacir Santos, tu que não és um só, és tantos”.

A formação do maestro incluiu o aprendizado com mestres como Hans-Joachim Koellreuter e Cesar Guerra-Peixe, além de ter sido professor de nomes consagrados como Baden Powell e João Donato. O centenário do artista foi celebrado recentemente com o 1º Festival Ouro Negro do Pajeú – Festi’Ouro, realizado em sua cidade natal. A obra de Moacir Santos permanece como uma ponte rítmica que une o baião, o maracatu e o samba a uma linguagem universal de arranjos orquestrais.

LEIA MAIS:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *