- A Nissan eliminará 20 mil empregos, representando 15% de sua força de trabalho global.
- A empresa reduzirá sua rede de produção de 17 para dez fábricas ao redor do mundo.
- A reestruturação busca cortar 500 bilhões de ienes em custos após sucessivos prejuízos financeiros.
A Nissan, uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo, colocou em prática um amplo plano de reestruturação que prevê a eliminação de aproximadamente 20 mil postos de trabalho em diversos países. O corte representa cerca de 15% da força de trabalho global da companhia e será implementado de forma gradual, atingindo áreas administrativas, comerciais, logísticas e industriais.
A primeira fase do plano previa a redução de cerca de 9 mil empregos. Em maio de 2025, no entanto, a montadora aprofundou a reestruturação e anunciou mais 11 mil cortes, elevando o total para aproximadamente 20 mil vagas.
As fábricas também estão no centro da estratégia. A Nissan pretende reduzir sua estrutura de produção de 17 para dez unidades, com sete plantas sendo retiradas da rede global. Na Argentina, a companhia encerrou em outubro de 2025 a fabricação de veículos na unidade de Santa Isabel. No México, a produção na unidade CIVAC chegou ao fim em março de 2026, após cerca de seis décadas de atividade.
No Japão, a unidade de Shonan deve parar de fabricar automóveis até março de 2027. Já a histórica fábrica de Oppama, que iniciou as operações em 1961 e foi responsável pela produção do Leaf em larga escala a partir de 2010, tem encerramento previsto para março de 2028.
A reestruturação ocorre após uma sequência de resultados negativos. No ano fiscal encerrado em março de 2025, a Nissan registrou prejuízo líquido de aproximadamente 671 bilhões de ienes. No exercício seguinte, a perda foi de 533,1 bilhões de ienes, enquanto as vendas globais recuaram 5,8%, para cerca de 3,15 milhões de veículos.
A empresa enfrenta a crescente concorrência das fabricantes chinesas, especialmente no mercado de veículos elétricos, além da perda de espaço nos Estados Unidos e na China. O período também marcou o fracasso das negociações para uma possível fusão com a Honda, que terminou sem acordo.
Sob o comando do CEO Ivan Espinosa desde abril de 2025, a Nissan acelerou a redução de despesas. Uma das metas é cortar aproximadamente 500 bilhões de ienes em custos e diminuir a complexidade do desenvolvimento e da produção. No Brasil, a fábrica de Resende segue em operação, com investimentos de R$ 2,8 bilhões, mas o centro de design em São Paulo foi encerrado.
Nos resultados mais recentes, a montadora registrou lucro operacional de 77,9 bilhões de ienes no trimestre encerrado em junho de 2026, revertendo o prejuízo anterior. Foi o quarto trimestre consecutivo de lucro. Apesar disso, a empresa reduziu em 5% a projeção de vendas globais para o atual exercício, para aproximadamente 3,15 milhões de veículos, devido ao desempenho fraco na China.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: internet
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Perguntas frequentes
Quantos empregos serão cortados pela Nissan?
A montadora planeja eliminar aproximadamente 20 mil postos de trabalho em todo o mundo.
O que acontecerá com a fábrica da Nissan no Brasil?
A unidade de Resende segue em operação, embora o centro de design em São Paulo tenha sido encerrado.
Por que a Nissan está realizando esses cortes?
A empresa enfrenta resultados financeiros negativos, perda de mercado e forte concorrência de fabricantes chinesas.
A Nissan voltou a ter lucro?
Sim, a montadora registrou lucro operacional no trimestre encerrado em junho de 2026, revertendo prejuízos anteriores.
