O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) enviou um alerta preventivo às distribuidoras de energia sobre a possibilidade de acionar, no próximo domingo (9), Dia dos Pais, um plano emergencial para reduzir a geração de eletricidade em situações de excesso de oferta.
A decisão final será tomada apenas no sábado (8), quando o operador concluir a programação para o dia seguinte. O objetivo é manter o sistema equilibrado e afastar riscos de apagão devido ao excesso de energia na rede.
O aviso foi enviado preventivamente para que as distribuidoras estejam preparadas caso seja necessário executar os cortes. O procedimento faz parte da rotina desde que o plano foi aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), no final de 2025.
O ONS monitora as previsões de carga e geração com dias de antecedência e envia alertas preliminares quando identifica risco operacional. Na véspera, decide se o plano será colocado em prática e qual será o volume de energia cortado. A preocupação é a mesma que levou ao primeiro acionamento do mecanismo, em junho deste ano, quando houve baixo consumo de energia, com muita geração de eletricidade entregue por fonte solar.
O Pegeerd (Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição) é um plano B do setor. Antes de recorrer a ele, o ONS determina cortes nas usinas que estão sob seu controle direto. Quando isso não é suficiente, passa a acionar as distribuidoras, para que elas reduzam a geração de usinas conectadas às suas redes. O corte acontece com o desligamento temporário de projetos solares de menor porte e parte da geração que não é controlada diretamente pelo operador. Em 7 de junho, 12 distribuidoras foram mobilizadas para reduzir a geração conectada às suas redes, em várias regiões do país. Essas empresas concentravam cerca de 80% da potência instalada dessas usinas menores em operação no país.
Pelas regras do plano, o ONS informa apenas o montante de energia que precisa ser reduzido. A escolha das usinas que terão a geração limitada cabe às distribuidoras, que usam um sistema de rodízio para evitar que os cortes atinjam repetidamente os mesmos geradores. O avanço da geração solar está tornando esse tipo de situação mais frequente. Em dias ensolarados e de baixo consumo, milhões de sistemas fotovoltaicos espalhados pelo país injetam grandes volumes de energia na rede, justamente quando a demanda é menor. No Dia dos Pais de 2025, o próprio ONS registrou que cerca de 37% de toda a carga do sistema nacional foi atendida por geração distribuída.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Patos em Destaque
