- O presidente do Vitória, Fábio Mota, votou contra a implementação imediata da Lei Vini Jr. por considerar o prazo precipitado.
- A nova regra pune com cartão vermelho o ato de cobrir a boca durante discussões, o que Mota considera uma interpretação absoluta e imprecisa.
- O clube defende que a norma deveria entrar em vigor apenas na próxima temporada, permitindo uma transição mais estruturada para jogadores e arbitragem.
O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, detalhou os motivos pelos quais o clube se posicionou contra a aplicação imediata das novas regras no futebol brasileiro, conhecidas como Lei Vini Jr.. Embora tenha declarado apoio integral às medidas, o dirigente defendeu que a introdução das normas nesta temporada ocorreu de maneira precipitada, sem o período necessário de adaptação para jogadores e arbitragem.
A nova regra estabelece a punição com cartão vermelho para atletas que cubram a boca durante discussões ou provocações em campo. Segundo a norma, o gesto de cobrir a boca é suficiente para configurar a infração, independentemente da identificação do conteúdo da fala. Fábio Mota questionou a interpretação absoluta desse comportamento, argumentando que nem sempre o gesto está vinculado a atos discriminatórios ou ofensas.
“Porque você parte do princípio que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na boca é pra praticar um pretenso ato de racismo ou pra uma ação que seja contra os princípios básicos”, afirmou o presidente. Ele ressaltou que, em muitos casos, a prática pode fazer parte de diálogos comuns entre colegas de equipe ou adversários, sem relação direta com agressões verbais durante a partida.
O Vitória, ao lado do Grêmio, foi um dos dois únicos clubes a votar para que as mudanças entrassem em vigor apenas na próxima temporada. Para Mota, a implementação atual parece uma resposta rápida a críticas enfrentadas pela arbitragem brasileira, em vez de uma transição estruturada. Ele reforçou que o setor já enfrenta desafios significativos com as regras vigentes, o que tornaria a transição para as dez novas normas ainda mais complexa se feita de forma acelerada.
Apesar da divergência sobre o calendário, o dirigente reiterou seu otimismo quanto ao impacto das medidas a longo prazo, especialmente no combate à cera e na melhoria da dinâmica das partidas. O foco, segundo o presidente, deveria ser garantir que o processo de mudança ocorra com segurança jurídica e entendimento claro por parte de todos os envolvidos no espetáculo esportivo.
Crédito da ilustrativa: Globo Esporte
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Perguntas frequentes
Por que o Vitória votou contra a implementação imediata da Lei Vini Jr.?
O clube acredita que a medida foi adotada de forma precipitada, sem o período necessário de adaptação para atletas e árbitros.
O que a nova regra determina sobre cobrir a boca?
A norma estabelece que cobrir a boca durante discussões ou provocações em campo resulta em punição com cartão vermelho, independentemente do que foi dito.
Qual é o argumento de Fábio Mota contra a punição por cobrir a boca?
O dirigente argumenta que o gesto nem sempre está ligado a ofensas ou racismo, podendo ser apenas parte de diálogos comuns entre jogadores.
